Um poema... lá no passado! [*]
Na ausência da pampa singela, Bate a saudade campeira. E no mate com erva-cidreira, Na memória o retrato dela. E a luz do tempo amarela, Liberta meu olhar reprimido. O manto farrapo descolorido, Que conduz a minha vivência, Traz no cerne a querência, Do sonho que tenho perdido. Chove um silêncio na cascata, Fugidia no meu pensamento. E a bruma vem com o vento, Numa noite que me maltrata, Colho as pitangas na mata, Nos desejos de ocasião, E o vermelho do meu rincão, Traduz na minha atitude, Certezas de longitude, E a trote vai meu coração. Comigo na vida... a prenda, Pra buscar noites futuras, Adiante lindas planuras, E um olhar de reprimenda. O instinto me recomenda, Essa façanha miragem, De várzeas, pagos e paragens, Um canto lindo e certo, E gente querida por perto, E uma luzidia paisagem. Trago comigo o amargo, Nas manhãs do meu inverno, O chimarrão roda eterno, Nalgum recanto do pago, Que ...