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Mostrando postagens de setembro, 2022

Um poema... lá no passado! [*]

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Na ausência da pampa singela, Bate a saudade campeira. E no mate com erva-cidreira, Na memória o retrato dela. E a luz do tempo amarela, Liberta meu olhar reprimido. O manto farrapo descolorido, Que conduz a minha vivência, Traz no cerne a querência, Do sonho que tenho perdido.   Chove um silêncio na cascata, Fugidia no meu pensamento. E a bruma vem com o vento, Numa noite que me maltrata, Colho as pitangas na mata, Nos desejos de ocasião, E o vermelho do meu rincão, Traduz na minha atitude, Certezas de longitude, E a trote vai meu coração.   Comigo na vida... a prenda, Pra buscar noites futuras, Adiante lindas planuras, E um olhar de reprimenda. O instinto me recomenda, Essa façanha miragem, De várzeas, pagos e paragens, Um canto lindo e certo, E gente querida por perto, E uma luzidia paisagem.   Trago comigo o amargo, Nas manhãs do meu inverno, O chimarrão roda eterno, Nalgum recanto do pago, Que ...

Quando essa pandemia passar [*]

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Quando essa pandemia passar eu quero chutar o balde... e o pau da barraca. Quero sentar na rede na varanda enquanto a chuva encharca a imensidão da planura. Não quero me importar se... “o tempo se armou de fato lá pros lados do Uruguai”. Quero dar adeus à clausura No aconchego de um poncho. E rezar uma Ave Maria na sepultura dos que foram antes de nós.   Quando essa pandemia passar quero tomar vinho tinto em Bagé, Ijuí, Santa Maria e em qualquer outro lugar... em qualquer dia, em qualquer tempo, mas que tenha parceria para brindar à vida e distribuir abraços e sorrisos para acalentar a alma. O vinho terá que ser Malbec e argentino... Lá de Mendoza...   Quando essa pandemia passar Quero prosear na mesa de um café Embaixo de um pergolado com os amigos do Pampa e da Fronteira e ver que estamos firmes e fortes. Na pena, no verbo e nos predicados. Quero reler um conto arrebatador. Com os pés na areia no calor das manhãs....